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Universidades públicas e o EaD

As universidades públicas devem fornecer cursos de graduação e pós no formato à distância, mas as universidades ainda não estão preparadas para essa conversa

Para ter ideia, na UNILA, que é uma das poucas federais que tentam dar mais autonomia ao aluno, desde o início da especialização, todos os professores falaram em aula que achavam melhor ser presencial
E bem, se você manja de discurso, sabe o que isso significa
Muitos professores tem real preconceito com ensino à distância, mesmo se for aula síncrona, e esquece que, para eu fazer especialização em Direitos Humanos, só consegui porque não precisei ir de São Paulo até Foz do Iguaçu, algo que é inviável sem suporte financeiro
Minha turma tem gente de todo o Brasil, tem gente de outros países, e bem possivelmente isso aconteça com outros cursos que iniciaram no EaD
Fico imaginando o tanto de gente, da graduação ao stricto sensu, trancando ou desistindo de um sonho porque as instituições são inflexíveis
Hoje sei que terei que ficar em Foz do Iguaçu por pelo menos duas semanas, possivelmente conseguirei, mas sei de gente que é bem possível desistir, não só por ser longe, mas por não conseguir se manter na cidade, ter emprego, ter filho
Acessibilidade é acesso, e não é só para PcD
Enquanto houver resistência em algo que as universidades conseguiram fazer até agora, que é o EaD, o discurso sobre acessibilidade e acesso a universidade, de PcDs e não PcDs, sempre ficará com uma sensação de ser apenas no campo do discurso

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Fonte
https://www.facebook.com/ricardoFF3D/posts/pfbid04XjWKsur8sHF2ETCTFDUPuePFCuj22eoafGayFvggwYX6KhfeA2ukiU4xobZ2fWKl

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