Pular para o conteúdo principal

Aprendi que o que aprendo não é para mim, mas para a sociedade

1) Eu sempre gostei de estudar, no ensino fundamental, até a 4ª série (atual 5º ano), eu adorava aprender, depois tinha desaprendido a gostar de estudar pelo próprio sistema de ensino não trazer a realidade do aluno para a sala de aula

2) Ainda mais com a grande quantidade de matérias que era necessário estudar para passar me uma prova, um método meritocrático e que desestimula o aluno a buscar por conhecimento. Esse desgosto por aprender duro até o final do ensino médio

3) Depois de tudo isso, ainda dei mais uma chance para os estudos, resolvi fazer um curso superior, um bacharelado de 5 anos na Comunicação Social, anos esses de muito aprendizado e desafios

4) Haviam alguns assuntos que eu não necessariamente gostava, mas que sabia que iriam me ajudar de alguma forma no futuro. Descobri a interdisciplinaridade, onde você pode aliar um assunto em várias áreas e elas se interconectam, o amor pelo conhecimento renasceu

5) No final da graduação, me veio o questionamento. Afinal, eu estudava por mim, ou pelos outros? Esse pensamento me passava pela mente até pouco tempo como um questionamento beirando ao infinito, pois eu sempre considerava que o ideal era aprender por mim

6) Mas descobri a generosidade, descobri que não podemos acumular sempre o conhecimento que adquirimos, foi um dos motivos que me fez criar um canal de comunicação que, entre vários assuntos, aborda o tema educacional

7) Aprendi que o que aprendo não é para mim, mas para a sociedade, conhecimento não deve ser monopólio, o aprendizado não deve ser para poucos, mas sim para todos. Eu estudo para aplicar, de alguma forma, para a vida dos outros, vejo esse cada vez mais como meu objetivo de vida

---

Fontes
12:38 AM · 6 de fev de 2021
https://twitter.com/AutismoPensante/status/1357896300159762438

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Os supremacistas aspies

Os supremacistas aspies se afetam porque vai ter que seguir o DSM-V e agora vão ser chamados de autista ao invés de asperger Por isso que falo, esse pessoal vai bater o pé até o último segundo para falar que é asperger A real é que eles não querem ser chamados de autista, deve ser humilhante para eles serem colocados na mesma "categoria" que os grau 2 e 3 Eu tinha uma visão capacitista em relação de eu ser pessoa com deficiência, comecei a mudar ao participar mais ativamente da comunidade autista e, principalmente, depois de conhecer ativistas do movimento No fundo, supremacista aspie se odeia e não quer ser chamado de autista porque, na mente dessa galera, tem uma carga negativa de significado pela incapacidade do corpo (modelo biomédico), já o asperger tem embutido uma conotação funcional É ao mesmo tempo triste e revoltante --- Fontes 12:28 AM · 15 de out de 2021 https://x.com/AutismoPensante/status/1448853206147141632

"Bio" ou "ciber"

É tão curioso o fato de que só precisa colocar um "bio" ou "ciber" antes de algum termo que essa coisa fica tão mais valorizada pelas outras pessoas --- Fontes 9:58 PM · 13 de jun de 2021 https://twitter.com/AutismoPensante/status/1404241817286098947